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Meu segundo ano na dança

Como eu mencionei no final do post ”Meu primeiro ano na dança”,  2015 se encerrou com muita animação pro ano seguinte.

Logo no começo do ano de 2016, ainda nas férias, comecei a assistir a série ”Dance Academy” e foi então que surgiu uma vontade em mim de crescer ainda mais na dança, foi como uma inspiração mesmo. Lembro de assistir a série me alongando e de me esforçar pra aprender o nome de alguns passos e reforçar algumas coisas do ballet que eu ja tinha aprendido.

Acabaram as férias e eu estava muito empolgada, começamos a ensaiar ”Stitches” no jazz para dançar no meio do ano e dessa vez estava empenhada a aprender a coreografia direitinho e dar meu melhor. Logo após, começamos a aprender ”Beat It” do Michael Jackson, também para o jazz, e lembro de ir mais cedo para ensaiar com as meninas e ajudar algumas com sequências e contagens (quem diria hahah).

A imagem pode conter: sapatos e área interna

No mês de março, subi pela primeira vez na sapatilha de ponta (apareci até no Mundo Bailarinistico). Lembro da sensação da minha primeira aula na ponta, fiquei tão emocionada que obviamente chorei (falei que teriam muitas histórias acabando em choro). Eu não fazia ideia nem de como amarrar a fita e muito menos que doía tanto hahaha. Sim, confesso que senti bastante dor, até porque sentia que a ponteira apertava meus dedos, mas lembro de ter feito a barra inteira sorrindo.

A apresentação do meio do ano foi cheia de sentimentos. Eu acabei sendo colocada  na frente nas duas coreografias do jazz e pra mim foi desafiador, considerando que há um ano atrás eu não sabia nem o que era pas de bourrée direito. Foi um desafio que me ajudou a crescer, me esforcei pra decorar tudo e dançar do melhor jeito que podia e de fato, finalmente me senti segura dançando. Além disso, eu tive duas coreografias de sapateado pra dançar e foi a minha primeira apresentação de ballet com a sapatilha de ponta. Foi uma adrenalina ter que trocar tanto de roupa e entrar tantas vezes no palco pra dançar. Sai do teatro imensamente feliz e recebendo alguns elogios e dessa vez não eram apenas da minha família.

Em uma das aulas, a Dry pediu pra fazermos um ”glossário” com todos os passos de ballet que encontrássemos na internet. O meu ficou tão grande que agradeço até hoje, pois sempre tive dificuldade pra saber qual nome era de qual passo e depois disso eu sabia o nome até dos que eu não fazia ideia de como executar.

Já era tempo de começar a pensar no espetáculo do final do ano e a Dry teve a ideia incrível de nos fazer a seguinte pergunta: ”Se você pudesse criar um espetáculo, como ele seria?” e nos fez escrever essa resposta, com roteiro, personagens, começo, meio e fim.

Eu sempre amei o Natal e por coincidência (ou não), ”Quebra Nozes” é meu ballet de repertório favorito.  Por isso, assim que ela nos perguntou eu pensei em uma história de Natal. O título era ”Um Sonho de Natal” e originalmente se baseava em um menino que amava o Natal e na noite da ceia acabou dormindo e sonhando que um duende foi lhe visitar para levá-lo para conhecer a Cidade do Natal e descobrir se o Papai Noel realmente existia. No caminho ele passou por vários reinos: os presentes, os bonecos de neve (no caso, era o Olaf), as bonecas bailarinas, as renas, flocos de neve e pinguins, até chegar no momento de finalmente conhecer o Papai Noel e descobrir que ele existia sim! Após acordar, ele ficou sem saber se tudo tinha sido um sonho ou realidade e se o Papai Noel realmente existia ou não.

Eu não fazia ideia do porquê a Dry queria que escrevêssemos até que um dia cheguei mais cedo para a aula de sapateado e a escutei comentando com a professora de jazz sobre os personagens da minha história!! E foi ai que descobri que dançaríamos ”Um Sonho de Natal” no final do ano.

Foi literalmente um sonho! Ver os ensaios acontecendo, as coreografias surgindo e a história que começou na minha cabeça sendo interpretada em forma de dança. Conseguimos a data no Teatro Municipal de Osasco e justamente em Dezembro, bem pertinho do Natal.

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Chegou o dia da apresentação, estava super nervosa, primeiramente porque meu nome estava escrito nos panfletos distribuídos na platéia como ”Roteirista” e também porque seria meu último espetáculo e ano na Dança, já que no ano seguinte iniciaria o cursinho e teria que me dedicar apenas á isso.

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Foi um dia incrivelmente feliz, o espetáculo foi lindo e foi a primeira vez que dancei de tutu e coroa, estava me sentindo a própria ”boneca bailarina”. Foi uma adrenalina e felicidade diferente de todas as outras vezes. Tentei deixar de lado a tristeza de ser meu último espetáculo para aproveitar as melhores sensações e dar meu melhor.

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E assim, encerrou-se mais um ano na dança! Com muita dedicação, felicidade e conquistas.

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